A Polícia Civil indiciou quatro pessoas em dois inquéritos que apuram a morte de uma jovem durante um salto de rope jump. A tragédia ocorreu na manhã de 13 de junho, quando a vítima caiu de 40 metros na Ponte do Esqueleto, em Limeira, São Paulo.
O primeiro inquérito, concluído em 22 de junho, indiciou três instrutores ligados ao salto por homicídio com dolo eventual. São eles Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves. Estes profissionais foram indiciados por assumir o risco de produzir o resultado fatal.
O segundo inquérito, finalizado recentemente, indiciou a apontada organizadora do evento, Evelyne dos Santos Gonçalves, por homicídio e fraude processual. Os quatro indiciados permanecem presos. A delegada responsável pela investigação declarou que o evento ocorreu em contexto de “relevantes falhas organizacionais e de segurança, caracterizado por deficiência de protocolos operacionais”.
Outros envolvidos, como João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, foram presos, mas a polícia solicitou a revogação das prisões. As defesas dos indiciados apresentaram argumentos divergentes, alegando, em alguns casos, que o ocorrido foi uma “fatalidade inexplicável”.

