A Copa do Mundo 2026 gerou a ascensão de atletas com grande visibilidade nas redes sociais, como o goleiro de Cabo Verde, Vozinha, que ultrapassou 17 milhões de seguidores no Instagram. Essa fama instantânea abre portas para oportunidades financeiras, mas especialistas alertam que o sucesso viral pode ser efêmero.
O goleiro de Cabo Verde, Vozinha, de 40 anos, tornou-se sensação mundial após um desempenho contra a Espanha na fase de grupos do torneio. Seu perfil no Instagram saltou de 50 mil para 17,5 milhões de seguidores, superando atletas como Tom Brady. Essa exposição permite que os jogadores busquem parcerias com marcas e patrocinadores, o que a professora Brooke Duffy, da Universidade Cornell, afirma que pode gerar pagamentos acima de seis dígitos.
Outro caso é o do zagueiro da Nova Zelândia, Tim Payne. Diferentemente de Vozinha, a popularidade de Payne não veio do desempenho em campo, mas de uma campanha promovida por um influenciador argentino. Em poucos dias, o jogador passou de cerca de 5 mil para perto de seis milhões de seguidores. O professor Mike Serazio, do Boston College, explica que essa ascensão reflete um fenômeno onde a fama é fruto de marketing digital, e não apenas do talento esportivo.
Serazio comenta que o momento viral se tornou uma moeda de valor maior do que a partida em si. Ele questiona se atletas que ganham milhões de admiradores podem transformar esse sucesso em uma carreira além do gramado. Em contraste, a jogadora americana de rugby Ilona Maher é citada como exemplo de quem aproveitou o público para construir carreira em podcast e embaixadorias de marcas.

