O Irã inicia neste sábado (4) as cerimônias públicas do funeral de sete dias do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país, que morreu em um ataque conjunto de Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro de 2026. O evento deve reunir até 20 milhões de pessoas. Seu filho, Mojtaba Khamenei, assumiu o posto em março.
Khamenei comandou o Irã por quase quatro décadas, mantendo uma postura de mão de ferro. Durante seu mandato, o líder nunca aceitou reformas na república islâmica e reprimiu a oposição. No plano internacional, manteve hostilidade aos Estados Unidos e negava o reconhecimento do Estado de Israel.
Nascido em 1939 em Mashhad, Khamenei cresceu sob a monarquia do xá Reza Pahlavi. Após a revolução islâmica de 1979, o país mudou radicalmente sua política externa, passando a pregar a eliminação do Estado de Israel. Em 1981, um ataque a bomba paralisou sua mão direita, e aos 42 anos, foi eleito presidente com 95% dos votos.
Como teocracia, Khamenei acumulou funções de líder político e religioso, detendo poder para anular decisões do presidente e demitir membros do governo. O regime enfrentou crescente insatisfação popular devido à economia cambaleante, alta inflação e desemprego, fatores agravados por sanções ocidentais e ataques de EUA e Israel em junho de 2025.

