O assassinato de uma jornalista em Veracruz, ocorrido recentemente, reforça a ligação entre o crime organizado e o Estado no estado. O caso se soma a um histórico de violência contra a imprensa, onde o número de vítimas atinge 34, segundo registros locais.
O histórico de violência na região é antigo. Em 2 de janeiro de 2015, um comando armado invadiu a casa do jornalista Moisés Sánchez, em Medellín de Bravo. Ele foi retirado à vista de sua família e de policiais municipais e foi encontrado sem vida 22 dias depois. O prefeito Omar Cruz é o principal suspeito de ter ordenado a morte.
Outros casos demonstram o risco enfrentado por profissionais da imprensa. María Elena Ferral foi baleada oito vezes em março de 2020 após investigar corrupção e desaparecimentos forçados. Ela havia denunciado ameaças de uma rede política liderada pelo ex-prefeito Basilio Picazo, que permanece foragido.
A lista de vítimas também inclui Regina Martínez, Noel López, Cándido Ríos, Jorge Celestino Ruiz e Jacinto Romero, todos mortos após denunciarem ameaças. A violência contra a imprensa em Veracruz revela a persistência do vínculo entre o crime organizado e as estruturas estatais.


