O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os juros altos constituem o principal obstáculo da economia brasileira. Ele declarou que a taxa de juros prejudica o investimento privado e pressiona a dívida pública, que hoje se encontra em 81,4% do Produto Interno Bruto (PIB).
Durigan explicou que a taxa Selic, fixada pelo Banco Central (BC) em 14,25% ao ano, é considerada uma das mais altas do mundo em termos reais. Segundo o ministro, a alta taxa de juros impacta diretamente a dívida pública. “Hoje, o que machuca a dívida pública é a taxa de juros”, declarou Durigan.
O ministro avaliou ser necessário “harmonizar” a estratégia de receitas e gastos públicos com a política monetária, definida pelo BC para conter a inflação. Ele rejeitou a percepção de que decisões governamentais de estímulo estejam pressionando os juros, afirmando que “quem é menos culpado é o Ministério da Fazenda por conta da taxa de juros”.
Em relação às metas fiscais, Durigan informou que o governo buscará um resultado positivo de 0,5% do PIB em 2027, o que equivale a R$ 73,2 bilhões, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual. O ministro defendeu que o arcabouço fiscal é “viável e sustentável”, mas reconheceu a necessidade de cortes de gastos obrigatórios para manter a regra.

