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Justiça

Delegado afirma ter denunciado máfia de cigarros à Polícia Federal

Carla Fernandes
Última atualização: 4 de julho de 2026 05:30
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O delegado Felício Laterça declarou à Polícia Federal que foi responsável por denunciar a máfia de cigarros, após seu nome constar em lista apreendida em 2022. A denúncia, que originou a Operação Smoke Free, envolveu nomes de políticos e do pastor Márcio Poncio, e impulsionou a quinta fase da Operação Unha e Carne.

Laterça informou que enviou um dossiê à PF, dois anos antes da apreensão, detalhando a atuação do indivíduo Adilson Oliveira Coutinho Filho em diversas regiões do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense. Segundo o delegado, o documento deu origem à Operação Smoke Free, conduzida pela PF e pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal do Rio. O nome do delegado consta nos autos como testemunha.

A lista, encontrada na residência do indivíduo em 2022, continha codinomes como ‘Barba’ e ‘Pastor’. A quinta fase da Operação Unha e Carne teve como alvos o indivíduo Adilson Oliveira Coutinho Filho, o pastor Márcio Poncio e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar. Enquanto o pastor Poncio foi preso recentemente, os outros dois já estavam sob mandados de prisão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O delegado Laterça comentou que a lista pode ter sido preparada com nomes seletivos, verdadeiros e falsos. Ele afirmou que acredita na sua instituição e que as respostas serão elucidadas, enquanto as defesas dos envolvidos negam qualquer envolvimento com atividades criminosas.

TAGGED:denúnciainvestigação-crimemáfia-cigarrosoperacao-unha-e-carnePolícia Federal
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