O Irã iniciou as cerimônias fúnebres do aiatolá Ali Khamenei, falecido há quatro meses em ataque dos Estados Unidos e Israel. As procissões, que se estendem por cinco cidades e incluem homenagens no Iraque, começaram no sábado (4). O evento visa projetar ao mundo que o país mantém o controle político, mesmo após a perda do líder supremo.
A estratégia do governo iraniano foca em transformar Khamenei em um mártir, explorando a tradição xiita. A narrativa oficial afirma que o regime permanece no poder, com a sucessão para seu filho, Mojtaba Khamenei. Um analista comentou que o funeral marca o fim de uma era, pois a nova geração de líderes não foi arquiteta da revolução.
O evento recebeu representantes de nações como China, Rússia, Índia, Arábia Saudita, Indonésia e Malásia, além de delegações do Afeganistão. Contudo, observadores apontam que a coesão entre as lideranças iranianas não está plena, e a Guarda Revolucionária mantém posições internas próprias.
A coincidência do início das procissões com o Dia da Independência dos Estados Unidos gerou atenção. Especialistas avaliam que Israel pode ver o ato como provocação, dado o histórico de ataques a funerais. Os Estados Unidos, por sua vez, enviaram um recado a Israel para evitar qualquer ataque durante o evento.

