A seleção brasileira demonstrou resiliência após a virada contra o Japão, um aspecto que a análise atribui ao “ancelottismo”. O treinador, Carlo Ancelotti, é visto como uma figura que prefere manter a calma e buscar soluções no jogo, em vez de se deixar levar pelo desespero.
A figura de Carlo Ancelotti é descrita como observadora, utilizando a comunicação corporal, como a sobrancelha levantada, para expressar surpresa ou desconfiança. Diferente de outros técnicos que disputam o protagonismo no espetáculo, ele foca em vencer o jogo, mesmo quando a equipe não apresenta um desempenho brilhante ou dominante. A filosofia, chamada de ancelottismo, não é um sistema tático, mas uma forma de permanecer no jogo.
Na partida contra o Japão, o método se manifestou quando, no intervalo, Ancelotti pediu calma aos atletas. Ele ajustou o ataque e buscou convencer os jogadores de que a derrota parcial não exigia desespero. A equipe, segundo a análise, parece menos apavorada com suas imperfeições, ganhando confiança sem fazer propaganda.
O próximo teste será contra um adversário forte, como o atacante de grande porte. A análise questiona se a serenidade que sustenta a reação contra o Japão será suficiente para evitar que um único lance contra um adversário assim determine o resultado. A Copa do Mundo não respeita processos, mas a capacidade de encontrar uma saída após o plano falhar é uma qualidade que a equipe pode estar desenvolvendo.

