Um dos sindicatos mais fortes dos Estados Unidos manifesta indignação após a General Motors substituir mais de mil trabalhadores em sua principal fábrica de Detroit por 50 robôs de manufatura. A mudança ocorre na planta Factory Zero, um centro de veículos elétricos, e gera preocupações sobre o futuro do emprego na indústria automotiva.
A instalação dos 50 robôs, que a GM chama de “cobots”, visa automatizar a fixação de painéis de carrocerias em veículos elétricos. Os dispositivos, desenvolvidos pela Fanuc, operam em velocidades menores e consomem menos energia que os robôs tradicionais de linha de montagem.
Segundo o sindicato UAW, os trabalhadores afetados foram paralisados após a ativação dos robôs. Essa situação impede o trabalho, mas não configura demissão formal, embora a maioria dos funcionários tenha sido funcionalmente dispensada. O presidente local do UAW, James Cotton, afirmou que a chegada dos robôs representa a perda de postos de trabalho.
A automação acontece após meses de redução forçada na produção de veículos elétricos da montadora, medida adotada para manter o preço dos carros elétricos da GM em patamares elevados. Analistas apontam que a empresa pode usar a fábrica como campo de testes para os cobots, o que preocupa trabalhadores da área automotiva.

