A Igreja Católica na China opera sob o controle do Partido Comunista Chinês (PCCH), que administra as igrejas por meio da Associação Patriótica Católica Chinesa (CCPA). Essa estrutura, estabelecida após 1949, gera um distanciamento profundo com a Santa Sé, apesar de acordos recentes.
A autoridade máxima na administração religiosa chinesa não é o Vaticano, mas sim o PCCH, que exerce controle via CCPA. A associação foi criada na primeira década após a fundação da República Popular da China, com o objetivo de afastar influências estrangeiras. A constituição da CCPA afirma que sua função é apoiar a liderança do Partido Comunista Chinês e o sistema socialista.
A criação da CCPA gerou reação do Vaticano. Em 1958, o Papa Pio 12 declarou que a associação era uma “farsa” criada para levar os católicos ao ateísmo. Em resposta, surgiram grupos de fiéis leais ao Vaticano, conhecidos como “igrejas clandestinas”, que operam fora do controle do partido.
A relação entre o Vaticano e o PCCH foi ajustada por acordos provisórios, renovados até 2024. Nesses termos, o Papa aceita nomeações de bispos da CCPA, mas mantém poder de veto sobre essas ordenações. A China concentra uma das maiores populações cristãs do mundo, segundo estudos, com cerca de 44 milhões de fiéis em 2018.

