A disputa por suplências de Simone Tebet e Marina Silva abre um novo ponto de tensão na chapa de Fernando Haddad em São Paulo. A definição dos nomes, que envolve partidos como PT, PSB e PSOL, ocorre em meio ao bom desempenho das ex-ministras nas pesquisas de intenção de voto.
A definição das suplências das duas candidatas ainda não foi acertada, gerando pressão de partidos não contemplados na composição inicial. O grupo de Haddad conta com o PT, PSOL, PDT, PV e PCdoB, que apoiam a candidatura. A ala do PSB, ligada a Márcio França, defende que a indicação de um nome para Tebet deve ser um pedido pessoal do presidente Lula.
No caso de Tebet, o PT busca a primeira suplência, argumentando o reequilíbrio da chapa, já que a sigla teria apenas Haddad como protagonista contra dois do PSB. O deputado federal Kiko Celeguim está envolvido nas conversas. O grupo Prerrogativas indicou Laio Morais e Marco Aurélio de Carvalho para a suplência do PT. Marco Aurélio de Carvalho declarou: “Considero natural que o PT pleiteie a suplência. O Kiko vai encontrar a melhor forma de fazer o debate, mas a escolha final tem que ser da candidata”.
Para Marina Silva, o debate envolve sua frente de apoio, com PSOL, PDT, PV e PCdoB sendo os mais bem posicionados pela primeira suplência. O presidente do PDT, Carlos Lupi, solicitou o posto a Antônio Neto. Os aliados de Haddad preveem uma negociação difícil, pois o grupo de Márcio França estaria se sentindo desprestigiado nas tratativas.

