Mais de um em cada cinco adultos nos Estados Unidos utiliza redes sociais para tomar decisões relacionadas à saúde, segundo um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA). A pesquisa, que entrevistou mais de sete mil pessoas, revela que, apesar de quase oitenta por cento dos usuários considerarem as informações falsas, o compartilhamento de dados de saúde é comum.
Apesar da desconfiança generalizada, os dados indicam que a tendência de uso é mais forte entre adultos com mais de 65 anos e a população latina. Além do consumo de conteúdo, cerca de 85% dos entrevistados afirmaram ter publicado ou compartilhado informações pessoais e gerais sobre saúde nessas plataformas.
O estudo alerta que a falta de revisão editorial rigorosa nas redes sociais facilita a disseminação de informações incorretas. O conteúdo gerado por inteligência artificial intensifica o desafio de evitar conselhos não qualificados, mesmo quando alguns criadores de conteúdo são especialistas.
O segmento de saúde em redes sociais demonstra grande potencial econômico. A pesquisa avalia o espaço em US$ 1,27 bilhão em 2026, com projeção de atingir quase US$ 3,8 bilhões até 2035. Os pesquisadores afirmam que a ausência de fiscalização consistente permite que conselhos tendenciosos, muitas vezes ligados a conflitos de interesse, sejam aceitos como genuínos pelos seguidores.

