As estatais brasileiras acumularam um déficit de R$ 7,4 bilhões entre janeiro e maio de 2026, superando o rombo de 2025, que somou cerca de R$ 5,8 bilhões no ano anterior. O dado, divulgado pelo Banco Central, aponta para uma possível falta de disciplina fiscal no setor.
O resultado negativo foi impulsionado pelo déficit de janeiro, quando as estatais registraram um rombo de aproximadamente R$ 4,8 bilhões. O cálculo do Banco Central não inclui a Petrobras e o Banco do Brasil, pois ambas as companhias possuem autonomia de financiamento, captando recursos no mercado doméstico e internacional.
A analista Lucinda Pinto explicou que o recorte visa medir o risco fiscal, e não o prejuízo operacional. Ela afirmou que permitir que as empresas permaneçam deficitárias é um sinal de pouca disciplina fiscal, indicando potencial necessidade de aportes futuros.
Entre as empresas que mais contribuem para o déficit, os Correios se destacam. Segundo a analista, a estatal enfrenta dificuldades para se adaptar a um mercado mais ágil e tecnológico, sendo afetada por juros e concorrência. O governo contestou os dados, alegando lucro em 2025, mas a analista esclareceu que esse cálculo inclui empresas com bons resultados, o que distorce a comparação.

