A diplomacia brasileira iniciou cobrança de um passivo superior a R$ 1 bilhão contra a Posco, um grande conglomerado industrial da Coreia do Sul. A ação ocorre após a filial da empresa, que atuava na Companhia Siderúrgica do Pecém, no Ceará, entrar em falência.
O Ministério das Relações Exteriores notificou formalmente a matriz do grupo asiático, a Posco Eco & Challenge, buscando reabrir canais de diálogo. O calote financeiro inclui um prejuízo direto de mais de R$ 40 milhões em impostos e taxas devidos ao governo brasileiro. A mobilização diplomática se deu após companhias nacionais afetadas solicitarem intervenção.
A pressão ganhou força com uma decisão judicial na 3ª Vara Empresarial de Fortaleza, que permitiu cobrar a matriz sul-coreana diretamente pelas dívidas da filial. Credores acusam a holding de planejar uma “falência planejada” para esvaziar patrimônio no Brasil. A obra cearense, que custou US$ 5,4 bilhões, foi resultado de uma joint venture entre a Vale (50%), Dongkuk (30%) e Posco (20%).
A estratégia empresarial visa levar o litígio ao presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, durante sua visita ao Brasil em 27 de julho. O objetivo é transformar o problema empresarial em debate político entre os dois governos, aumentando a pressão sobre a matriz da siderúrgica.

