O meio-campista egípcio Emam Ashour foi peça fundamental para a campanha da seleção do Egito na Copa do Mundo, garantindo a classificação após eliminar o Brasil. O atleta, conhecido por seu talento em campo, também enfrenta controvérsias fora das quatro linhas.
Ashour, de 28 anos, se tornou um complemento essencial da dupla de ataque, ajudando os Faraós a superar confrontos difíceis na fase de grupos. Ele marcou o empate por 1 a 1 contra a Bélgica e abriu o placar contra a Austrália nos 16 avos de final, com uma cabeçada. Este gol histórico foi crucial para a classificação, encerrando um jejum de 92 anos da seleção egípcia em jogos eliminatórios de Copa do Mundo.
Com esses dois gols, Ashour igualou os feitos de Abdelrahman Fawzy e Mohamed Salah, tornando-se o terceiro jogador egípcio a marcar mais de uma vez no torneio. O jogador, que atua pelo Al Ahly, é um meio-campista completo, com boa presença defensiva e ofensiva, e é o principal cobrador de bolas paradas da equipe.
Apesar do desempenho no Mundial, o atleta possui um histórico disciplinar complicado. Em junho de 2024, ele foi condenado a seis meses de prisão por agredir um segurança. Além disso, sofreu punições financeiras internas no clube, somando 2,5 milhões de libras egípcias por discussões e recusa de viagem.

