A exposição solar em crianças duplica o risco de desenvolver câncer de pele, segundo um especialista. O UV danifica o DNA celular, e se o erro for copiado durante a divisão, pode surgir um tumor. Por isso, recomenda-se evitar o sol em crianças pequenas.
O especialista afirmou que, devido à pele infantil ser mais fina, ela é mais suscetível a queimaduras. Ele aconselha que, para crianças de todas as idades, seja usada uma combinação de sombra, cobertura de cabeça, óculos de sol e fotoproteção de qualidade, incluindo vestimentas com proteção UV.
O aumento da incidência de câncer de pele é notável: enquanto no início dos anos 80 eram registrados cerca de seis casos novos por 100 mil habitantes, em 2021 esse número atingiu aproximadamente 60 casos por 100 mil habitantes. A dermatologista comentou que o turismo solar, o envelhecimento da população e a melhoria na diagnosticaçao influenciam esse crescimento.
A proteção não deve ser restrita à infância. O especialista disse que o mesmo cuidado deve ser mantido na vida adulta, pois a radiação UV atua mesmo com o céu nublado. A dermatologista também orientou que, ao notar um sinal suspeito, o paciente deve procurar um médico sem esperar meses, pois o diagnóstico precoce melhora a prognose e o sucesso do tratamento.

