Partidos de centro que avaliavam apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro deixaram a adesão em compasso de espera. A hesitação ocorre após o desabafo público de Michelle Bolsonaro, que afirmou ter sido desrespeitada pelo enteado, gerando dúvidas sobre o engajamento político.
A postura inerte dos partidos reflete a tensão familiar. Michelle Bolsonaro manifestou publicamente que se sentiu menosprezada pelo filho de Jair Bolsonaro. Essa declaração abriu questionamentos sobre a possibilidade de apoio político ao pré-candidato.
Uma interlocutora de Michelle Bolsonaro atua nos bastidores para construir uma trégua. Segundo relatos de integrantes do PL, essa intermediária apela para que o senador busque aproximação com a madrasta, sugerindo que um pedido de desculpas seria o primeiro passo para a reconciliação.
A cúpula do PL apoia a unidade, defendendo um vídeo conjunto entre Flávio e Michelle. A intenção é que o registro ocorra até o dia 25 de julho, data da convenção do PL. Contudo, o avanço depende do aval da ex-primeira-dama, que, segundo assessores, permanece resistente e não demonstra disposição para colaborar com a campanha.

