O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, apresentou contestação formal ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) nesta segunda-feira (6). A carta classificou a investigação, que aponta falhas brasileiras no combate ao trabalho escravo, como “arbitrária” e “incompleta”.
Vieira alegou que o Brasil interagiu com o USTR, fornecendo documentação e informações detalhadas sobre seus marcos legais e fiscalização. Contudo, o ministro afirmou que o Relatório da Seção 301 sobre Trabalho Forçado não refuta as evidências apresentadas pelo país.
O chanceler declarou não haver “qualquer indício” de que produtos fabricados por trabalho forçado tenham entrado no mercado dos Estados Unidos a partir do Brasil. Ele afirmou que o Brasil possui um dos sistemas mais robustos do mundo contra o trabalho análogo à escravidão.
Em pedido ao USTR, Vieira solicitou a retirada do Brasil de qualquer decisão da investigação. O ministro argumentou que tarifas adicionais de 12,5% ou outras medidas comerciais não são um meio eficaz para eliminar o trabalho forçado.

