Soldados russos enfrentam um tempo de vida estimado entre 10 e 21 dias desde o treinamento até a zona de combate, e entre 20 e 35 minutos após atingir certas linhas de frente na Ucrânia, segundo blogueiros militares russos. A análise, apresentada por Peter Frankopan ao jornal Foreign Policy, aponta o impacto devastador dos drones no conflito.
O historiador Peter Frankopan afirmou que a Ucrânia trouxe a guerra para dentro da Rússia, contrastando com a narrativa de baixo impacto defendida pelo Kremlin. Embora os números não possam ser confirmados, fontes militares e veículos de comunicação apontam para o aumento das baixas russas.
O Secretário-Geral da OTAN, Mark Rutte, declarou que a Rússia perde 30 mil a 35 mil soldados por mês na Ucrânia. Além disso, o presidente ucraniano, Volodymyra Zelenského, disse que drones são responsáveis por mais de 80% das perdas russas, indicando que há mais mortos do que feridos na guerra pela primeira vez.
O uso de drones criou uma “zona de morte” nas linhas de frente, forçando o exército russo a adotar táticas de infiltração com pequenas unidades. Serviços de inteligência britânicos relataram que as baixas russas se aproximaram de 500 mil, enquanto o Ministério da Defesa ucraniano aponta a evacuação de mais de 1,4 milhão de feridos ou mortos.

