Pesquisadores da PUC-Rio desenvolveram um método usando Inteligência Artificial Explicável para identificar peptídeos com baixo risco de alergia. O estudo, financiado pela Faperj, visa aumentar a segurança de cosméticos que prometem rejuvenescimento da pele.
Peptídeos, pequenas cadeias de aminoácidos, despertam interesse na indústria de beleza por sua capacidade de atuar como mensageiros celulares. Eles estimulam a produção de colágeno e elastina, proteínas essenciais para a firmeza e elasticidade da pele. Diferentemente de tratamentos tradicionais com ácidos, peptídeos não alergênicos podem oferecer uma abordagem mais delicada.
A identificação do potencial alergênico desses compostos era feita, antes, por testes em animais. Contudo, a Lei nº 15.183/2025, de 30 de julho de 2025, proibiu esse uso no país. Diante disso, a IA Explicável surge como alternativa. Ela permite compreender as características que classificam um peptídeo como alergênico ou não, tornando os resultados transparentes.
Os resultados apontam que é possível desenvolver formulações mais seguras, reduzindo processos inflamatórios, um benefício importante para peles sensíveis. Os cientistas explicam que, enquanto ácidos promovem descamação, os peptídeos não alergênicos enviam sinais químicos sem provocar respostas inflamatórias.

