O transporte público do Rio de Janeiro corre risco de nova paralisação devido ao impasse nas negociações entre os sindicatos de rodoviários e as empresas de ônibus. A disputa, que persiste após a suspensão temporária da greve, envolve reivindicações de aumento salarial e piso, com a população aguardando uma resolução.
Representantes das empresas sugeriram, na terceira audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), elevar a proposta de reajuste de 4,39% para 4,5%, mantendo a cesta básica. Contudo, o presidente do Sindicato dos Rodoviários declarou que a oferta não parece ser de boa-fé e não defenderá a proposta em assembleia, marcada para hoje.
O Rio Ônibus deve discutir com seus associados a possibilidade de apresentar uma nova proposta, atendendo a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do TRT, que sugerem um reajuste mínimo de 5%, índice concedido em municípios da Baixada Fluminense. O presidente do Rio Ônibus, João Gouveia, afirmou que a receita e os subsídios recebidos estão abaixo dos níveis de 2023.
Além da crise nas negociações, a qualidade do serviço é questionada. Dados da prefeitura indicam que 4,74% das viagens na cidade ainda são feitas por veículos sem ar-condicionado. Embora 102 novos coletivos climatizados tenham entrado em circulação em abril de 2026, a imprensa constatou que, dependendo do trajeto, passageiros enfrentam superlotação e veículos em más condições de conservação.

