As vendas de tadalafila cresceram mais de 2.000% no Brasil em dez anos, impulsionadas pela promessa de melhorar o desempenho sexual e físico. Especialistas alertam que o uso sem indicação médica apresenta riscos à saúde.
O medicamento, um vasodilatador, é indicado para tratar disfunção erétil, hipertensão arterial pulmonar e sintomas urinários ligados ao aumento da próstata. Contudo, a substância ganhou popularidade entre homens jovens saudáveis e frequentadores de academia, sem comprovação científica para esses usos.
Especialistas afirmam que o consumo indiscriminado pode gerar dependência psicológica, embora não cause dependência química. Os usuários podem passar a acreditar que só terão sexo satisfatório após tomar o remédio. A Anvisa e o Ministério da Saúde já emitiram alertas sobre os perigos do uso da tadalafila como estimulante de pré-treino.
Os efeitos adversos mais comuns incluem dor de cabeça, dores musculares, congestão nasal e desconfortos gastrointestinais. Os riscos se elevam quando o uso é combinado com álcool, energéticos, anabolizantes e drogas recreativas. Por isso, os especialistas recomendam que o uso seja feito apenas com indicação médica.

