Teerã se tornou o palco das cerimônias fúnebres do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano, após sua morte. O evento reuniu multidões, autoridades estrangeiras e líderes religiosos, revelando um país em tensão entre a pompa do luto e o desgaste social.
A capital iraniana, com cerca de 9 milhões de habitantes, apresentou um cenário de contrastes durante os dias de luto. Enquanto grandes avenidas foram tomadas por preparativos do funeral, prédios danificados pela guerra e a escassez de água afetavam o cotidiano da cidade. Retratos do líder cobriram ruas e cafés, simbolizando a passagem de uma era política.
O velório, realizado no Grande Mosalla, atraiu dezenas de milhares de pessoas. Além do luto aberto, os manifestantes expressaram raiva, direcionando gritos de vingança a Israel, aos Estados Unidos e a Donald Trump. Um cidadão local, Mohamed Soleimani, disse que “Khamenei era a base das nossas vidas”.
Apesar da organização estatal, que controlou rigidamente o acesso às cerimônias, a cidade reflete um mal-estar financeiro agravado por sanções e conflitos regionais. A atmosfera, marcada pela incerteza, demonstra sinais de mudança política sob a sombra da perda do patriarca.

