A defesa de um indivíduo busca o arquivamento do inquérito da Polícia Federal (PF) que apura fraudes em descontos do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Os advogados alegam falta de justa causa e planejam reunião com o diretor-geral da PF, Andrei Passos, para tentar encerrar o caso antes das eleições deste ano.
A ofensiva jurídica visa cessar a apuração sobre desvios de aposentadorias. A PF havia informado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a conclusão dos primeiros inquéritos deveria ocorrer até o fim de julho. Contudo, a PF indicou ao ministro André Mendonça, relator do caso, que só terá condições de analisar dados de sigilos e materiais apreendidos na Operação Sem Desconto no ano seguinte.
A defesa nega que a intenção seja priorizar o caso, afirmando que a situação do cliente possui forte impacto político. Um dos advogados declarou que não há justificativa para a manutenção do inquérito contra o indivíduo, que está à disposição da Justiça.
A investigação apura se o indivíduo teria atuado como “sócio oculto” de um empresário em negócios com o governo federal. A PF encontrou menções do indivíduo em três conjuntos de informações colhidas durante a apuração das fraudes no INSS.

