A demolição de um antigo complexo histórico no bairro do Umarizal, em Belém, reacendeu o debate sobre o patrimônio da cidade. O historiador Márcio Neco afirma que é possível desenvolver a cidade de forma moderna sem apagar sua história, propondo alternativas de conciliação entre crescimento e memória.
Segundo o pesquisador, a perda de imóveis como o que abrigava uma antiga mercearia, ou taberna, gera um sentimento coletivo de perda, pois esses locais contam a trajetória de Belém. Neco explica que a importância desses espaços vai além da arquitetura, englobando a atividade comercial e as sociabilidades que ali ocorreram por décadas.
O especialista defende que o desenvolvimento urbano não precisa ocorrer à custa da destruição de marcos históricos. Ele destaca que existem projetos arquitetônicos capazes de integrar edificações antigas a construções contemporâneas, preservando elementos culturais e arquitetônicos.
Neco comenta que as antigas tabernas narram a história econômica de uma época, quando o comércio de bairro era o motor local. Ele conclui que preservar esses imóveis é uma forma de agregar identidade aos novos empreendimentos e manter a memória viva para as futuras gerações.

