Pesquisadores demonstraram que a inteligência artificial pode ser facilmente enganada ao buscar sinais de vida extraterrestre. Um experimento realizado na Michigan State University mostrou que o programa de IA identificou erroneamente sinais de vida com pequenas alterações em códigos digitais.
A busca por vida além da Terra envolve a análise de grandes volumes de dados em busca de biosignaturas, um campo onde a IA tem sido cada vez mais aplicada, segundo a imprensa internacional. Contudo, novos estudos indicam que a tecnologia possui vulnerabilidades significativas.
Um engenheiro de ciência da computação da Michigan State University e um colega testaram um programa de IA treinado em organismos digitais simulados pelo sistema Avida. Inicialmente, o programa alcançou alta precisão na classificação dos tipos de organismos. No entanto, ao receber exemplos novos, a IA começou a classificar incorretamente os sinais de vida com apenas 150 pequenas modificações no código.
O colega explicou que a IA tem uma vulnerabilidade séria: “Ela pode ver um padrão e classificá-lo completamente errado”. Os pesquisadores alertam que essa falha não se restringe a futuras missões espaciais, afetando também softwares de reconhecimento facial e carros autônomos. Por isso, um dos pesquisadores afirmou que é necessário um controle humano no processo de descoberta científica, dizendo que “precisa haver um humano no ciclo”.

