A capitalização de mercado da Tesla ultrapassa 1,48 trilhão de dólares em 2 de julho de 2026. A empresa enfrenta o questionamento sobre se o crescimento justifica essa avaliação, embora o primeiro trimestre de 2026 tenha apresentado recuperação de receita e expansão de margens.
A avaliação da empresa é marcada por um P/E (preço/lucro) de 383, com receita total de 2025 registrada em 94,83 bilhões de dólares, representando queda de 2,93% ano a ano. O debate se concentra em quanto desse valor é atribuído ao negócio automotivo e quanto é pago antecipadamente por tecnologias de inteligência artificial e robótica.
O primeiro trimestre de 2026 alterou a aritmética do argumento. A receita subiu 15,78% para 22,39 bilhões de dólares, e o lucro por ação (EPS) superou as expectativas em 14,14%. A margem bruta automotiva expandiu para 21,1%, e o fluxo de caixa livre cresceu 117,47%, atingindo 1,444 bilhão de dólares.
Argumentos a favor da empresa apontam para a expansão de margens e o retorno da alavancagem operacional. A receita de Serviços e Outros alcançou 3,745 bilhões de dólares, impulsionada por 1,28 mil assinaturas ativas do FSD. O CEO afirmou que a receita não supervisionada do FSD será “material provavelmente de forma significativa no próximo ano”.

