Dados do Ministério da Saúde mostram que 24,8% das mulheres brasileiras eram obesas em 2023. A obesidade é tratada hoje com medicina personalizada, pois a condição é vista como uma patologia inflamatória crônica e multifatorial, segundo uma endocrinologista.
A especialista afirma que o ganho de peso na idade adulta representa risco para doenças crônicas e redução da fecundidade, conforme relatório da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva. Ela explica que o processo envolve fatores que vão desde inflamação crônica até desequilíbrios hormonais e de neurotransmissores, e não se trata de preguiça.
A endocrinologista detalha que hormônios como Grelina, Leptina, Insulina, Cortisol e hormônios sexuais interferem no ganho de peso. Ela esclarece que o metabolismo basal varia por fatores como sexo, idade e genética, mas o peso depende da ingestão calórica combinada com atividade física e alterações químicas.
Para o tratamento, a medicina personalizada exige avaliação completa do indivíduo, analisando estilo de vida, riscos genéticos e rotina. Um artigo na PubMed Central aponta que perdas de peso entre 5% e 10% podem ser suficientes para melhorar a saúde, priorizando as necessidades clínicas individuais.

