Daniel André Stieler renunciou à presidência do Conselho de Administração da Vale após pressão da Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil. A decisão foi confirmada após o fechamento do mercado, em resposta à defesa do fundo pela substituição do executivo no comando do conselho.
A crise na governança da mineradora começou quando a Previ, que detém participação superior a 10% na Vale, defendeu a troca de Stieler. Foi convocada uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para deliberar sobre a destituição, sob o argumento de que a mudança promoveria renovação e fortalecimento da governança da companhia.
Stieler contestou a iniciativa da Previ, alegando que o fundo cometeu “falsidade ideológica administrativa” e “abuso do direito de voto”. Em contrapartida, a maioria dos conselheiros recomendou que os acionistas rejeitassem o pedido, pois a Previ não apresentou fatos concretos que justificassem a troca de comando.
Apesar da recomendação do colegiado, Stieler optou por renunciar imediatamente à presidência e ao cargo de conselheiro. A AGE, marcada para o dia 22, definirá a nova composição do Conselho de Administração. A Previ indicou José Maurício Pereira Coelho, enquanto a Vale indicou Ieda Gomes Yell para disputar uma cadeira.

