Um tribunal da China condenou à morte um ex-funcionário público por corrupção, abuso de poder, peculato, lavagem de dinheiro e oferta de propina. O indivíduo recebeu mais de 2,2 bilhões de yuans, valor aproximado a R$ 1,5 bilhão, em subornos durante 30 anos, configurando um dos maiores casos de corrupção julgados no país.
O ex-funcionário, que ocupou cargos administrativos na cidade de Nanjing, leste da China, entre 1993 e 2023, utilizou sua posição para beneficiar empresas e empresários. Segundo o Tribunal Popular Intermediário de Changzhou, ele concedeu vantagens em contratos públicos, operações comerciais, transferências de terras e financiamentos em troca de pagamentos ilegais.
A corte também apurou que, no período de 2014 a 2016, o indivíduo participou do desvio de 12 milhões de yuans, o que corresponde a R$ 9,1 milhões. Além disso, entre 2005 e 2023, ele pagou mais de 25 milhões de yuans, ou R$ 19 milhões, em propinas a outros servidores para obter benefícios indevidos.
A sentença capital foi justificada pela corte devido ao volume das propinas, à gravidade dos crimes e aos prejuízos causados ao Estado e à sociedade. Todos os bens pessoais do ex-dirigente serão confiscados, e as autoridades buscarão recuperar os valores obtidos de forma ilícita.

