Mais de 335 empresas e organizações brasileiras e americanas se manifestaram formalmente contra a proposta do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida, anunciada em julho deste ano sob a Seção 301, gerou posicionamentos de grandes corporações e entidades setoriais.
O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) abriu um espaço para receber comentários, e o prazo para envio das manifestações encerrou-se em 1º de julho. A Seção 301 é um dispositivo legal que permite aos americanos aplicar tarifas coercitivas a mercadorias de países que supostamente prejudicam o setor comercial dos Estados Unidos.
O governo dos EUA justificou a taxação citando “políticas e práticas relacionadas ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; combate à corrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”. Gigantes como Coca-Cola, Nestlé e Tesla registraram seu posicionamento.
As empresas contrárias à resolução argumentam que a nova tarifa pode causar ônus nas cadeias de produção e prejudicar também os consumidores americanos. A maioria das manifestações registradas apontou pontos desfavoráveis à medida, segundo a imprensa.

