A cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) começou na Turquia nesta terça-feira, em meio à nova escalada da guerra na Ucrânia e à pressão dos Estados Unidos para que os aliados aumentem os investimentos em defesa. O encontro foca na convergência dos membros, nos impactos globais e na segurança internacional.
Um dos grandes desafios da cúpula é verificar se a aliança consegue alcançar convergência entre os membros, um ponto sensível desde a nova era presidencial americana. O especialista analisou que a cobrança por gastos militares não se restringe à OTAN, mas se estende a outros parceiros estratégicos dos Estados Unidos, visando reduzir custos assumidos por Washington.
A autonomia crescente dos países-membros europeus, exceto os Estados Unidos, reflete uma desconfiança latente sobre a capacidade de apoio dos EUA em momentos de conflito. Enquanto isso, a postura americana é vista como ambígua, pois o presidente em questão alterna entre apoio e distanciamento em relação à Rússia.
Do lado europeu, a preocupação é mais consistente, e o aumento dos investimentos em defesa é uma resposta direta à ameaça russa. Os países temem que um avanço ou derrota da Rússia possa ameaçar a segurança de outras nações europeias.

