Óculos com câmera integrada permitem registros em primeira pessoa para vlogs e tutoriais, mas seu uso levanta questões de privacidade devido à gravação discreta. A legislação brasileira permite o uso dos aparelhos, contudo, há ressalvas importantes sobre o registro de terceiros.
Os dispositivos vestíveis, que se assemelham a óculos convencionais, combinam lentes e armações com hardware e software, podendo incluir câmeras, microfones e sensores. Modelos conhecidos, como a linha Ray-Ban Meta, dominam o segmento, embora concorrentes como Google e Apple estejam no mercado. A identificação desses óculos é complexa, sendo possível localizar a luz de LED que indica a gravação.
No Brasil, a filmagem com esses equipamentos é permitida, mas o modo de execução e a divulgação podem violar leis. Em locais privados, como restaurantes e bancos, o usuário deve consultar o responsável pelo espaço. A gravação de pessoas sem consentimento depende da análise do local, conteúdo e finalidade, conforme o Código Civil e a Constituição Federal.
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) classifica as imagens captadas como dados pessoais. Gravar rostos sem consentimento pode ser visto como violação em certas situações. Além disso, vídeos podem expor dados sensíveis de telas de celulares e PCs, facilitando fraudes e a criação de deepfakes.

