Um navio que funcionou como usina flutuante por mais de quatro décadas no Brasil, foi criado durante a Segunda Guerra Mundial para fornecer energia em zonas de conflito. A embarcação, que teve diversas funções no país, agora tem sua trajetória apresentada em uma exposição virtual.
O projeto, iniciado nos Estados Unidos na década de 1940, visava criar usinas elétricas flutuantes. A embarcação, lançada em 1943, chegou ao Rio de Janeiro em 1950, quando foi batizada como Piraquê e operada pela Marinha do Brasil, enfrentando a crise energética da capital federal. Em 1954, a usina foi deslocada para Niterói.
A trajetória continuou em 1968, quando foi vendida à Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul (CEEE) e operou no Guaíba até 1975. Posteriormente, foi vendida à Companhia de Eletricidade de Manaus (CEM) e rebatizada de Poraquê. Em 1978, a usina foi transferida para a Eletronorte e rebocada a Belém, onde reforçou o sistema elétrico da capital paraense.
Nos anos 1980, a Poraquê foi desativada em Belém. Em 1991, o navio foi doado a Cametá, no Pará, onde naufragou para servir como barreira contra a erosão do rio Tocantins. Fragmentos de sua história são preservados pela Memória da Eletricidade.
Atualmente, a Memória da Eletricidade lançou a exposição virtual “A Usina Flutuante que Navegou o Brasil”, que utiliza fotografias e documentos para reconstruir a trajetória da embarcação. A mostra conta com entrevista de Andrey Martin, pesquisador da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).

