Os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã após três petroleiros comerciais serem atingidos no Estreito de Ormuz. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou que a ofensiva visa impor alto custo a quem ataca navios em rota internacional. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, declarou que a ação americana viola um memorando firmado entre os países e alertou sobre medidas decisivas.
Os três petroleiros foram atingidos em um intervalo de 24 horas, entre segunda-feira (6) e terça-feira (7), segundo a agência britânica UK Maritime Trade Operations (UKMTO). Não houve registro de vítimas nos incidentes. Em resposta, um integrante do governo americano classificou os eventos como “totalmente inaceitáveis” e afirmou que o Irã enfrentará consequências. O Centcom divulgou que os bombardeios ocorreram “em resposta aos ataques iranianos”, classificando a agressão como “injustificada, perigosa e uma clara violação do cessar-fogo”.
Paralelamente, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos revogou uma isenção de sanções que suspendia restrições à exportação de petróleo iraniano. O Ministério das Relações Exteriores do Irã contestou a decisão, alegando que ela demonstra “má-fé, inconsistência e falta de confiabilidade” do governo americano. O país afirmou que tomará todas as medidas necessárias para proteger seus interesses nacionais.
Catar e Arábia Saudita condenaram os ataques, responsabilizando o Irã por atingir petroleiros de suas bandeiras. O memorando de entendimento anterior entre os dois países previa o fim de hostilidades e a criação de um fundo de US$ 300 bilhões para reconstrução do Irã. O acordo também previa que o Estreito de Ormuz seria administrado pelo Irã em coordenação com Omã.

