O governo dos Estados Unidos rejeitou a avaliação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil sobre o risco de intervenção militar americana em território nacional. Um porta-voz do Departamento de Estado classificou a conclusão como “absurda” em nota divulgada nesta terça-feira, 7 de julho de 2026. A manifestação ocorreu em resposta a um documento enviado pelo chanceler Mauro Vieira à Câmara.
O chanceler Mauro Vieira havia alertado para a possibilidade de ação militar norte-americana no Brasil. O risco decorre da decisão do governo Trump de classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas. Essa medida foi adotada pelo Departamento de Estado dos EUA em junho, contrariando pedidos do governo federal brasileiro.
O representante do Departamento de Estado afirmou que os Estados Unidos agem dentro de suas prerrogativas legais para combater os grupos. “Esse comentário sobre risco de uma ação militar é um absurdo. Os Estados Unidos estão adotando medidas decisivas, com base em suas próprias prerrogativas soberanas, para combater narcoterroristas”, declarou o porta-voz americano. A nota também rejeitou a validade dos alertas de intervenção.
Vieira declarou-se contrário à classificação das facções como terroristas, pois a medida não traria benefícios ao Brasil e poderia gerar consequências negativas. O documento do Itamaraty foi enviado à Câmara em resposta a um pedido de informações de um deputado estadual. O chanceler explicou que o governo brasileiro não foi formalmente comunicado sobre a decisão americana antes do anúncio feito pelo secretário de Estado.

