A captação de previdência privada aberta registrou queda de 10,5% nos cinco primeiros meses de 2026, totalizando R$ 65,9 bilhões. Os dados, divulgados pela Fenaprevi, mostram que os resgates também diminuíram, mas o patrimônio acumulado cresceu 12,9% em maio.
A Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) informou que, no período de janeiro a maio de 2026, os aportes somaram R$ 65,9 bilhões. Este valor representa uma redução de 10,5% se comparado ao mesmo intervalo de 2025, quando a captação foi cerca de R$ 7,7 bilhões superior.
Os resgates, ou retiradas dos planos, também apresentaram baixa, totalizando R$ 59,2 bilhões no período, o que é 7,7% menor que o registrado em 2025. A captação líquida, resultado da diferença entre entradas e saídas, ficou em R$ 6,8 bilhões, marcando queda de 29% em relação aos cinco primeiros meses do ano anterior.
Apesar da desaceleração na entrada de recursos, o patrimônio dos planos seguiu em ascensão. Em maio, os ativos administrados pela previdência privada aberta alcançaram **R$ 1,9 trilhão**, um aumento de 12,9% em relação ao mês de 2025. Segundo a Fenaprevi, esse montante corresponde a aproximadamente 14% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
A modalidade **VGBL** manteve-se como principal canal de aportes, recebendo **R$ 59,5 bilhões**, o que equivale a cerca de 90% da captação bruta. Os planos PGBL concentraram R$ 5,3 bilhões, ou aproximadamente 8% do total de aportes.

