O déficit comercial dos Estados Unidos atingiu US$ 77,6 bilhões em maio, um salto de 44% em comparação com abril. O resultado, divulgado em julho de 2026, representa o segundo pior registro mensal desde 1992 e questiona a eficácia das políticas tarifárias vigentes.
O saldo comercial de maio foi impulsionado pela queda de 3% nas exportações e pelo aumento de 3% nas importações. Segundo análises, dois fatores contribuíram para o desequilíbrio: a disrupção energética no Oriente Médio, que elevou o petróleo WTI para US$ 112,25, e a antecipação de pedidos de equipamentos de inteligência artificial (IA) por grandes empresas.
Até abril de 2026, o déficit comercial mantinha-se na faixa de US$ 50 bilhões, o que sustentava a tese das tarifas. No entanto, o aumento em maio coloca o país mais próximo de um recorde histórico de US$ 132 bilhões, registrado em março de 2025. O déficit comercial afeta o Produto Interno Bruto (PIB) e pressiona o dólar.
Embora relatórios de instituições financeiras indiquem que as tarifas geraram mais de US$ 29 bilhões em receita mensal entre junho e outubro de 2026, o aumento do déficit em maio sugere que os custos estão sendo absorvidos por varejistas, sem reduzir significativamente o volume de importações. Os dados de junho determinarão se o pico de maio foi um choque temporário.

