A Polícia Civil investiga um ranking sexualizado que utilizou nomes de alunas do Colégio Cruzeiro, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. O material, que seguia o modelo ‘tier-list’, classificou adolescentes em categorias ofensivas. A instituição de ensino informou ter acionado as autoridades e exigido a remoção do conteúdo da plataforma.
A apuração está sob responsabilidade da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV). Agentes investigam quem criou o material, como ele circulou e se houve participação na divulgação. O ranking separou estudantes em categorias como “Goat”, “Comeria no lucro”, “Bêbado vai”, “Me arrependi depois” e “Nem olharia”.
O Colégio Cruzeiro repudiou qualquer atitude de exposição que afete os alunos e afirmou que mantém campanhas de conscientização sobre conduta ética e responsabilidade digital. A escola declarou que as autoridades competentes conduzem a investigação sobre autoria e punição.
O formato ‘tier-list’ é uma expressão em inglês usada para organizar itens por níveis, popularizada nas redes sociais. O problema ocorre quando esse modelo classifica pessoas reais, especialmente adolescentes, com termos de conotação sexual ou ofensivos, gerando constrangimento e exposição indevida.

