A União Europeia pode estender o Sistema de Comércio de Emissões (ETS) e conceder mais licenças de emissão gratuitas às indústrias. A proposta visa tornar o sistema mais flexível, permitindo que empresas emitam CO2 por mais tempo e reduzir custos, segundo um funcionário da Comissão Europeia.
O ETS é a política central do bloco para combater as mudanças climáticas, obrigando setores como energia, indústria e transporte a comprar licenças por cada tonelada de CO2 emitida. A Comissão Europeia apresentará a reforma do ETS em 17 de julho, buscando conciliar a meta de redução de emissões globais da UE em 90% até 2040 com as preocupações de competitividade das indústrias europeias.
O plano inclui a extensão do ETS até a década de 2040, pois, em sua forma atual, o sistema interromperia as emissões em 2039. Além disso, a Comissão propõe dar mais licenças gratuitas, o que pode representar um benefício de até 6 bilhões de euros para as empresas, em troca de investimentos em descarbonização.
Outras mudanças previstas envolvem a redução do fator de redução linear, que define a queda anual de emissões, e a ampliação de um fundo que usa receitas do ETS para auxiliar países mais pobres da UE na transição energética. As propostas ainda dependem de negociação com o Parlamento Europeu e os países membros.

