Camelôs clandestinos do Rio de Janeiro se reuniram em frente à Prefeitura nesta quarta-feira (08/07) para protestar contra o Programa Tolerância Zero. O ato manifestou descontentamento com as ações municipais que endurecerão a fiscalização do comércio ambulante nas praias da Zona Sul.
O programa, que terá início operacional em 16 de julho, atuará de forma ininterrupta em Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. A prefeitura justifica a medida alegando que o foco é desmantelar redes financeiras de facções criminosas que exploram lotes públicos e extorquem vendedores ambulantes.
O prefeito Eduardo Cavaliere declarou que o objetivo é combater a exploração ilegal do espaço público pelo crime organizado. Ele afirmou que quem não possui legalização não pode exercer atividade econômica no espaço público. O chefe da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), Marcus Belchior, informou que a administração identificou mais de 1.000 pontos de venda explorados ilegalmente nas áreas citadas.
Os ambulantes criticaram a narrativa oficial, defendendo que a fiscalização não deve penalizar trabalhadores por necessidade de sobrevivência. Um dos comerciantes relatou que possui protocolo aberto desde 2001, mas não recebeu a permissão. A coordenadora do Movimento Unido dos Camelôs (Muca) exigiu reunião com o prefeito, afirmando que a categoria busca formalização e não se opõe à organização urbana.

