O Ministério Público de Limeira denunciou quatro pessoas pela morte de uma jovem de 21 anos que caiu de cerca de 30 metros durante um salto de rope jump. O caso ocorreu na Ponte do Esqueleto, em 13 de junho, quando os instrutores lançaram a vítima sem segurança, sem que a corda estivesse conectada ao corpo.
Três homens responderão pelo crime de homicídio com dolo eventual, com qualificadoras por motivo torpe e impossibilidade de defesa. Os operadores arremessaram a vítima na modalidade conhecida como ‘aviãozinho’, que consiste em erguer e projetar o praticante no vazio. A quarta participante responderá por homicídio em decorrência de omissão imprópria, pois era a responsável pela proteção dos clientes e tentou eliminar evidências cruciais.
O documento do Ministério Público aponta que a empresa não possuía estrutura formal de gerenciamento de riscos, e os idealizadores ignoraram protocolos básicos, priorizando a divulgação de imagens nas redes sociais. Os técnicos tinham conhecimento dos perigos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas fundamentais, sem conferir a conexão do equipamento na vítima.
O negócio operava com irregularidades, sem inscrição no cadastro do Ministério do Turismo e sem seguro de responsabilidade civil. O órgão solicitou a manutenção da prisão preventiva dos homens e a conversão da prisão temporária da organizadora, além de uma indenização de R$ 200 mil pelos danos causados.

