As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) subiram levemente na quarta-feira, impulsionadas pelo avanço do petróleo e pelos rendimentos dos Treasuries internacionais. A alta ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar o fim de um acordo provisório com o Irã.
A taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 14,175%, um aumento de 3 pontos-base em relação ao ajuste anterior. Na ponta longa, a taxa para janeiro de 2035 alcançou 14,425%, com elevação de 5 pontos-base. O movimento acompanha a alta firme do petróleo Brent, que se manteve perto dos US$80 em alguns momentos.
Trump afirmou que o acordo provisório com o Irã havia terminado após ataques iranianos a bases norte-americanas no Golfo Pérsico. Ele ameaçou o país com novas ofensivas. Analistas apontam que o aumento do custo do petróleo gera um choque de custos mundial, o que pode forçar bancos centrais, como o Federal Reserve, a manter juros altos para controlar a inflação.
No Brasil, apesar das preocupações geopolíticas, os investidores mantinham projeções de corte da taxa básica Selic em agosto. Dados da última segunda-feira indicavam 75,5% de chance de redução de 25 pontos-base da Selic, contra 21% de probabilidade de manutenção.

