O Banco de Américas iniciou cobertura da SpaceX, atribuindo à empresa uma meta de preço de US$ 235. O analista Ron Epstein classificou a companhia não apenas como operadora de lançamentos, mas como uma plataforma com quatro negócios interligados, um movimento que contrasta com o desempenho de contratados públicos do setor espacial.
A tese de Epstein baseia-se na eficiência de capital da SpaceX. Segundo o analista, o investimento externo na área espacial atingiu cerca de US$ 8 bilhões, o que permitiu à empresa construir sua franquia de lançamentos. Essa base capital eficiente sustenta linhas de produtos adjacentes, como a Starlink e a Starshield, que seriam custos separados.
O potencial de crescimento reside na computação orbital, um negócio ainda sem escala. O analista afirmou que, no cenário otimista, a empresa produzirá seu próprio silício, o que reduziria custos. Isso se alinha a avaliações governamentais que apontam a dificuldade de resfriar hardware de computação no espaço.
Em contraste, a Northrop Grumman enfrenta desafios. O segmento de Sistemas Espaciais reportou receita de US$ 2,480 bilhões, com queda de 3% no ano. As ações da empresa fecharam em US$ 547,75 em 6 de julho de 2026, negociando com P/L de 17, enquanto a análise de Epstein sugere que o foco deve ser o futuro da empresa, e não o desempenho imediato.

