A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã deve adiar os planos do governo de encerrar a subvenção à gasolina e eliminar o subsídio ao diesel. A alta do petróleo, provocada pelas tensões no Oriente Médio, levou a equipe econômica a reavaliar o cronograma de retirada dos benefícios.
A expectativa era retirar o subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina, conforme sinalizado na semana passada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Naquele momento, o barril do petróleo havia recuado para a faixa de US$ 60, mas voltou a se aproximar de US$ 80 com a retomada das hostilidades entre Washington e Teerã.
O cenário também pode alterar os planos para o diesel. O governo já reduziu o benefício, retirando R$ 0,35 por litro, mas manteve um subsídio de R$ 1,12. Caso a cotação internacional do petróleo avance, a ajuda poderá ser recalibrada para evitar novos repasses aos consumidores. A Petrobras recebeu R$ 4,7 bilhões para comercializar diesel no mercado interno com menor impacto da volatilidade dos preços internacionais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu que novas ações contra o Irã podem pressionar o mercado de petróleo, afirmando que uma alta seria consequência esperada de uma ofensiva militar. Em resposta, o Irã ameaçou fechar o Estreito de Ormuz, uma rota crucial de transporte de petróleo.

