A pré-campanha de Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o uso de Inteligência Artificial (IA) em peças eleitorais será limitado. A medida busca criar um contraponto ao senador adversário, que utiliza frequentemente esse tipo de conteúdo. A orientação visa reforçar a imagem do pré-candidato como figura autêntica, em oposição a representações digitais.
Aliados do petista apontam riscos na disseminação de desinformação por meio de montagens manipuladas. O próprio presidente Lula já abordou o tema, declarando em maio que os eleitores devem votar em algo “verdadeiro, de carne e osso”, e não em “uma mentira”. Ele alertou que a IA poderia simular comícios em diversos estados simultaneamente.
O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, explicou que o uso da IA como auxílio técnico é aceitável. Contudo, ele criticou o uso sistemático por parte da oposição em “deepfakes, montagens grotescas, ataques pessoais, manipulação da verdade e para a desinformação”, alegando que isso põe em xeque a integridade das eleições.
Enquanto isso, a campanha do senador adversário tem usado IA em peças, como um vídeo onde ele aparece pilotando aeronave e atacando embarcações. Este material foi alvo de representação do PT no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que acusou o senador de uso irregular de IA e propaganda antecipada.

