Um suspeito foi solto nesta quarta-feira (8), após 18 dias de prisão, em decorrência da morte de uma jovem lançada sem cordas durante um salto de rope jump. O indivíduo classificou o período na custódia como “aterrorizante” e afirmou estar aliviado com a revogação da prisão.
O suspeito, que exercia função de retirada de equipamento na parte inferior da ponte, foi liberado junto a outro indivíduo. A Polícia Civil não indiciou os dois homens, e o Ministério Público também não os denunciou. A investigação apontou que o suspeito chegou a se aproximar da vítima após a queda para verificar sinais vitais e comunicar a necessidade de apoio especializado.
Enquanto isso, quatro pessoas permanecem presas e foram denunciadas pelo Ministério Público por homicídio com dolo eventual qualificado e fraude processual. A denúncia sustenta que os responsáveis tinham conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas necessárias, como a conferência da corda de segurança.
A defesa de um dos detidos criticou a rapidez da prisão e a demora na soltura, classificando a situação como “desproporcional”. O rope jump utiliza cordas estáticas, diferentemente do bungee jump, que emprega cordas elásticas.

