Representantes da cadeia de proteínas animais se reuniram em Brasília, nesta quarta-feira (8), com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O encontro buscou discutir alternativas para o Brasil atender às novas exigências da União Europeia (UE) sobre o uso de antimicrobianos na produção animal, sem prejudicar a competitividade do setor.
A reunião, realizada na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), contou com a participação de entidades como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Segundo fontes, o objetivo foi nivelar informações sobre as medidas governamentais e alinhar a atuação dos segmentos da cadeia antes do prazo estabelecido pelo bloco europeu.
O Mapa declarou que a adaptação às regras da UE depende da própria cadeia produtiva. A pasta argumentou que os produtos questionados ainda são autorizados no Brasil, e que cabe ao setor criar mecanismos privados de controle e rastreabilidade para os animais destinados à exportação. O governo determinou medidas de controle, como o acompanhamento do ciclo produtivo e a separação dos rebanhos.
A discussão sobre o caminho ideal ainda não possui consenso. Parte da indústria defende regras que aumentem a segurança das exportações, enquanto produtores alertam para os impactos que restrições ao uso de antimicrobianos podem causar na produtividade da pecuária nacional.

