Um especialista descartou a possibilidade de intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil, mesmo após a designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho como organizações terroristas. O analista classificou a hipótese como um “exercício de futurologia imaginativa muito eleborada”, sem fundamento na situação atual.
Thiago de Aragão, CEO da Arko Advice Internacional, afirmou que não há lógica em imaginar uma invasão ao território brasileiro a partir da classificação dessas facções criminosas como entidades terroristas. Segundo ele, a ideia representa um “salto tão forte e tão exagerado” e não possui base plausível na conjuntura vigente.
O especialista comentou que o governo brasileiro não deve considerar tal cenário, pois existem inúmeros temas na relação bilateral com os EUA que são “infinitamente mais importantes” e concretos. O debate sobre uma suposta invasão desvia a atenção de questões urgentes na agenda entre os dois países.
Aragão traçou um paralelo com o caso do Irã, explicando que, assim como uma invasão iraniana é discutida, mas não executada pela complexidade, o mesmo se aplica ao Brasil. O analista concluiu que o país “nem é importante a ponto de se considerar algo desse naipe pelo lado do governo americano”.

