As forças do Comando Central dos EUA realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã nesta quarta-feira (8), atingindo cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana. A ação visa reduzir a capacidade do país de atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio global.
A ofensiva americana dá continuidade a bombardeios realizados na noite anterior, quando aproximadamente 80 alvos militares foram atingidos, incluindo mais de 60 pequenas embarcações do Corpo da Guarda da Revolução Islâmica. Segundo o governo americano, a retaliação foi resposta à violação de um acordo de cessar-fogo pelo Irã, após este atacar três embarcações comerciais no Estreito de Ormuz em maio de 2026.
Em paralelo à escalada militar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em Ancara que o pacto com Teerã “acabou”. Trump afirmou que não deseja mais lidar com o país, classificando-o de “escória”. O líder americano sinalizou que a ofensiva continuará, ameaçando cortar sistemas de energia e água se necessário.
Em resposta às ameaças, o Irã declarou que fechará o Estreito de Ormuz caso haja novos ataques. Além disso, a Guarda Revolucionária Islâmica divulgou que atacou bases militares dos Estados Unidos no Kuwait e Bahrein, ameaçando expandir a investida retaliatória na região.

